quarta-feira, 31 de março de 2010

CONGRESSO


Passando por aqui para divulgar o CONGRESSO DE MUSCULAÇÃO E TREINAMENTO FUNCIONAL, nos dias 26 e 27 de Junho de 2010.

terça-feira, 30 de março de 2010

Programando o treinamento de força (Parte I)

Bom dia
Um dos maiores desafios de um preparador físico é a elaboração do treinamento de força para seus atletas. O que devemos levar em consideração quando fazemos esse planejamento? O que vou escrever aqui está embasado pela minha experiência prática e pela realidade que tenho em meu dia-a-dia de trabalho. Certamente isso pode variar de profissional para profissional, mas espero que estas palavras possam, pelo menos, auxiliar no raciocínio técnico, colaborando na elaboração de muitos programas de treinamento de força aplicados ao esporte. Devemos considerar algumas variáveis importantes para essa programação e, para facilitar a compreensão, as dividirei em tópicos.
Estrutura Física: Esse é um dos principais pontos que devemos considerar no momento em que fazemos um planejamento da preparação física de qualquer equipe ou atleta de modalidade individual. De quais materiais dispomos para trabalhar? Qual é o espaço que temos para aplicar os treinamentos?
Vou citar o exemplo do meu trabalho com as equipes de voleibol, já que, tanto para o basquete quanto para o handebol a estrutura é muito parecida, e a metodologia de trabalho é praticamente a mesma, apenas considerando as diferenças de sexo e faixa etária, além das especificidades de cada modalidade: Os materiais que dispomos para trabalhar com essas equipes são barras livres, anilhas emborrachadas, bolas de medicinebol, cones, cordas, dois bancos de plinto com seis gavetas cada e faixas elásticas. Como não dispomos de nenhuma academia equipada com aparelhos de musculação, nos cabe agora elaborar uma metodologia adequada de treinamento utilizando os materiais que temos em mãos, sendo necessária a escolha de exercícios com barras livres. Para membros inferiores utilizamos o agachamento com barra livre e algumas variações, tais como afundo com barra livre e agachamento com repulsão (para treino de potência), além do Levantamento Terra, que também é feito com barra livre. O exercício supino montamos com uma barra livre e com duas gavetas de plinto, para as atletas se posicionarem em decúbito dorsal. Para membros superiores a maioria dos exercícios já são feitos utilizando barra livre, tais como rosca direta para bíceps, tríceps com barra ou anilha, elevação lateral para ombros, desenvolvimento frente e costas para cintura escapular e trapézio, além de remada lateral e inclinada para a parte posterior do tronco. Com base nessa estrutura elaboramos algumas planilhas de exercícios e as periodizamos dentro de um macrociclo de seis meses, visando os Jogos Regionais em Julho. Também utilizamos muito os circuitos de deslocamento, com exercícios de agilidade, pliométricos de baixo impacto e exercícios coordenativos. É um trabalho muito importante pois podemos transferir para a quadra a força que as atletas desenvolveram nesse período.
Espaço e Horários de Treino: Geralmente a preparação física é realizada em períodos e locais diferentes dos trabalhos técnicos e táticos específicos das modalidades. No nosso caso isso acaba sendo um fator complicador pois cada modalidade treina três vezes por semana, sendo que cada categoria treina em horários diferentes no mesmo dia. Por exemplo, citando o voleibol mais uma vez: o horário das alunas da "escolinha de voleibol" é das 14hs às 15Hs. Nesse momento, enquanto o técnico está na quadra, eu faço meu trabalho em um dos fundos da quadra com a equipe infantil, que entra logo em seguida, das 15 às 17hs para os trabalhos técnicos. Das 16 às 17hs algumas atletas da categoria infanto fazem a preparação física comigo pois entram em quadra das 17hs até as 19h30. Isso de certa forma dificulta o trabalho do técnico pois sabemos que, por não terem um tempo adequado de descanso após o treinamento físico, o trabalho técnico fica um pouco comprometido devido à fadiga acumulada entre os dois treinos, resultando em queda de rendimento técnico. Como isto é algo que já havíamos previsto durante a elaboração do planejamento, procuramos dosar as cargas de treinamento em quadra durante um certo período em detrimento da preparação física, e vice-versa, em períodos próximos de jogos.
Portanto, de acordo com a nossa estrutura física, tanto em termos de materiais disponíveis quanto de espaço físico, a única forma de conseguirmos fazer o trabalho proposto foi essa, onde as atletas fazem o treinamento físico antes do treino técnico, ocupando o mesmo espaço físico, apenas com a divisão dos horários de forma diferenciada para cada categoria. Lembrando mais uma vez que a estrutura de treino é a mesma tanto para o basquete quanto para o handebol.
No próximo post, discutiremos um pouco mais à respeito da composição do treinamento de força em si. Algumas das principais perguntas que deixo no ar são as seguintes: O que é melhor para um atleta de qualquer modalidade esportiva, treinar os grupos musculares separadamente ou treinar um movimento específico? Devemos utilizar exercícios tradicionais, como os citados no texto acima, ou utilizar exercícios mais complexos como o Arranque e o Arremesso, oriundos do levantamento olímpico e muito utilizados atualmente na preparação física em várias modalidades? Quais as particularidades de cada um deles e como devemos ensiná-los em cada categoria? Seriam eles mais eficientes que os outros? Em que fase devemos utilizá-los?
Pois é, como eu sempre digo, vamos estudar!!
Um abraço e até o próximo post.
Prof. Leandro Carvalho

quinta-feira, 25 de março de 2010

Início de trabalho

Na área de preparação física todo início de temporada é complicado quando temos que começar do zero. Mas, por outro lado, é bom, já que você terá a oportunidade de desenvolver uma nova metodologia de trabalho.
Aqui em Diadema, inicialmente fizemos algumas avaliações com os atletas das equipes de handebol masculino e feminino e de volei feminino, tais como avaliação de composição corporal e testes de potência. Em seguida criei uma periodização de treinamento para todas as modalidades, em algumas colocando dois picos de rendimento, em outras um só. Na verdade tomei como base os jogos regionais desse ano, que serão disputados no Guarujá. As equipes infantil e infanto de voleibol feminino iniciam suas competições participando dos jogos do Sindiclube, no dia 26 de abril, portanto se fez necessário prepará-las para esses jogos, já que se obtivermos resultados ruins no começo poderemos nos complicar nas finais, no segundo semestre.
Um dos maiores focos do meu trabalho nesse início de temporada é o treinamento de força. A maioria dos atletas, com exceção do handebol, não têm experiência com treinamento de força. Isso me fez tomar certos cuidados, principalmente com o correto ensino das técnicas de movimento em exercícios como agachamento e supino, por exemplo. Na próxima semana começo a ensinar a mecânica dos exercícios de arranque e arremesso. Por este motivo, mesmo que trabalhando com cargas baixas a moderadas por um espaço maior de tempo, acredito que ocorra uma evolução satisfatória, já que o simples processo de aprendizagem desses exercícios pode trazer a esses atletas um ganho neural muito grande, mesmo que não ocorram muitas modificações metabólicas nesse momento. Para a maioria é um trabalho novo, alguns estranham, muitos (principalmente os atletas do sexo masculino) pensam que o espaço de treino é uma academia, e querem ficar "fortinhos" e "sarados". Até explicar que a preparação física não é "treininho" de maromba de academia...Haja paciência!!
No Basquete masculino e feminino estamos entrando em uma fase de volume de treino, já que a programação deles é voltada somente para os regionais desse ano, mesmo tendo alguns jogos da Liga Paulista prestes a começar. O handebol masculino e feminino, pelo fato de já terem experiência em treinamento de força, comecei nessa semana a trabalhar força pura e potência, utilizando treinos combinados objetivando otimizar o tempo de treinamento e acelerar a preparação deles para os regionais. Um cuidado maior está sendo tomado com o voleibol feminino pela pouca, ou quase nenhuma, experiência com treino de força. Elas já vêm treinando há cinco semanas seguidas, construiram uma base razoável, e agora vamos partir para o treinamento de potência pelas próximas quatro semanas, até o primeiro jogo do sindiclube. Paralelamente faço um trabalho de circuito com elas todas as quartas-feiras trabalhando deslocamentos, agilidade e saltos variados.
No próximo post quero dissertar sobre algumas peculiaridades do nosso trabalho, algumas adaptações que tivemos que fazer em relação a tempo de treinamento e o que isso pode influenciar positivamente ou negativamente na preparação desses atletas.
Deixo algumas perguntas a serem respondidas nos próximos posts: Qual deve ser (se é que existe) o programa ideal de treinamento de força para esses atletas? Devemos treinar grupos musculares ou movimentos específicos? Devemos usar exercícios de cadeia cinética aberta ou fechada? Devemos usar exercícios mono, bi ou multiarticulares? Como otimizar o tempo de treinamento, haja visto que estes atletas treinam três vezes por semana, físico e técnico em conjunto? Lembrando que a grande maioria deles são de categorias menores (Infantil, Infanto, Cadete).
É isso aí, vamos estudar!!!
Saudações!!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Início de um grande trabalho

Bom dia a todos.

É com imenso prazer que inauguro meu mais novo blog (e espero que seja o definitivo), onde discutiremos vários assuntos ligados à área de ciências do esporte, mais especificamente, sobre a preparação física das modalidades em que atuo, como o voleibol, o basquetebol e o handebol, além de dividir com os leitores a minha experiência diária no meu trabalho com esses atletas.
Semanalmente farei um post sobre algum tema específico e também sobre casos que aconteçam na minha semana de trabalho, e também espero contar com a contribuição de vocês na sugestão de temas para discussão.
Aguardem o próximo post, e muito obrigado pelos acessos à este humilde blog.

Saudações

Prof. Leandro Carvalho