sábado, 9 de outubro de 2010

Personal Running

Olá amigos!

Voltando aos meus posts, inicio esse texto com uma simples questão: O que é "Personal Running"? Bem, levando em consideração que a corrida de rua se tornou uma das modalidades esportivas mais praticadas em nosso país, especialmente na cidade de São Paulo, a figura do treinador personalizado de corridas passou a fazer parte desse contexto de maneira contundente. Apesar da enorme quantidade de empresas de assessoria esportiva, de grupos de corrida e profissionais envolvidos com essa modalidade, o "personal trainer" de corrida se tornou essencial àqueles que buscam obter resultados mais rápido e com mais segurança. Diferentemente do que acontece nas empresas de assessoria, onde várias pessoas treinam juntas, em um mesmo horário, e tendo que dividir a atenção de um ou dois treinadores ao mesmo tempo, com o personal runner o treinamento é totalmente individualizado e o profissional focará sua atenção exclusivamente a um cliente, ou dois, no máximo, durante todo o período de treino. Além disso, esse profissional fará todo o planejamento de treino de força para seu cliente, haja visto que essa capacidade também deve ser muito bem treinada para melhorar a performance de corrida desse atleta (apesar de MUITOS "profissionais" não concordarem com isso) além de auxiliar na prevenção de lesões, muito comuns nesse tipo de atividade.
O objetivo principal do personal runner é trabalhar com o seu cliente de maneira integral, buscando além do rendimento na corrida, melhorar também sua condição de saúde e qualidade de vida. Não devemos nos esquecer que seu cliente geralmente não é um atleta profissional em busca de resultados, mas sim, um indivíduo comum, normalmente sedentário, que busca na corrida uma forma de superar a si mesmo, de mostrar que é capaz e que pode superar seus próprios preconceitos. Devemos sempre periodizar o treinamento, buscando um equilíbrio adequado entre os treinos e a vida diária, profissional e pessoal, de seu cliente, trabalhando força, resistência, velocidade e coordenação motora de forma harmônica, respeitando as necessidades de cada indivíduo.
É isso aí, no próximo post discutiremos um pouco mais as características dessa nova área de atuação para o profissional do treinamento.
Um abraço.


Olá amigos!


Divulgando o meu novo logotipo.

Contatos: 55(11) 7826-8330 ID 122*32483




sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Retornando ao Trabalho

Bom dia a todos!
Após um longo e tenebroso inverno retomo minhas atividades nesse blog, postando textos sobre atividade física, saúde e qualidade de vida, treinamento físico de alto rendimento e outras amenidades relacionadas à esse tema. Eventualmente convidarei alguns amigos para escreverem artigos sobre temas específicos, acho interessante poder dividir esse espaço com pessoas que têm muito a nos ensinar e a transmitir.
Um grande abraço!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Programando o Treinamento de Força - Parte III

Bom dia a todos!!
Após exatamente um mês da publicação do meu último post, estou de volta para tecer mais alguns comentários sobre a prescrição do treinamento de força. Recentemente li alguns artigos na internet, nenhum deles de cunho científico, apenas curiosidades sobre preparação física, treinamento de força e potência, e vi uma matéria publicada no site UOL sobre mudanças nos treinamentos de atletas da natação brasileira após a proibição do uso dos super-maiôs. Alguns atletas de ponta começaram a fazer uso mais constante do treinamento de força pois, segundo os técnicos, quanto mais massa muscular esses atletas tiverem, maior será a sua flutuação devido à densidade corporal ser maior na água. Na realidade é exatamente isso o que os super-maiôs fazem, ou seja, melhorar a flutuabilidade dos atletas. Mais uma vez isso comprova a minha tese de que o treinamento de força é a base para tudo.
Falando sobre a relação do treinamento de força com o treinamento de outras capacidades, tais como resistência aeróbica e anaeróbica, velocidade e agilidade, faço a seguinte pergunta: Como relacioná-las sem que o desenvolvimento de uma prejudique o desenvolvimento da outra?
Vamos tentar raciocinar de maneira lógica. Na verdade é a minha opinião sobre o assunto e a forma como eu trabalho, o que não significa estar totalmente correto, mas tem dado certo no meu dia-a-dia.
Treinamento de Força x Treinamento de Resistência
Pensando no fato de serem duas capacidades antagônicas, como treinar uma sem prejudicar a outra? Na verdade o treinamento de força faz parte da minha periodização desde o primeiro dia de trabalho com os atletas. Geralmente eu planejo um treinamento de resistência muscular localizada (resistência de força) por algumas semanas, seguido de treinamento para hipertrofia nas semanas seguintes. A idéia é realmente aumentar o volume muscular primeiro para, posteriormente, desenvolver resistência. Se eu tenho um músculo com um determinado volume e outro com um volume maior, qual dos dois desenvolverá maior resistência em resposta a um treinamento específico? Teoricamente um músculo maior será mais resistente à um dado estímulo de treinamento. Mas como treinar essa resistência específica? Eu, particularmente, não gosto de aplicar treinamentos contínuos de corrida para atletas de modalidades de quadra, já que o gesto motor específico não tem relação com a corrida contínua e linear. No basquete e handebol, por exemplo, os tiros são curtos e com muitas mudanças de direção, sem corridas lineares. No voleibol então, nem se fala! Muitos deslocamentos curtos e laterais, praticamente sem corrida nenhuma. Sendo assim, utilizo muito treinamento em forma de circuitos, com estações de deslocamentos curtos e mudanças de direção variadas, com estímulos longos, de média intensidade e intervalos curtos de recuperação. O uso de jogos adaptados também é bem visto, pois os atletas preferem o trabalho com bola, portanto, o rendimento é bem melhor. No meu entendimento, o treinamento da resistência deve ser o mais específico possível, de acordo com a exigência de cada modalidade. Sendo assim, nessa primeira fase de treinamento de força, onde o foco é o desenvolvimento muscular, realizo um circuito de resistência por semana (sempre lembrando que as equipes treinam apenas três vezes por semana). É uma fase com volume grande de treinamento, portanto é possível que façamos esse tipo de programação.
Após essa fase inicial de desenvolvimento de força, onde os atletas já têm uma melhor condição muscular, passamos a realizar treinamentos de resistência anaeróbica. Geralmente utilizo treinamento intervalado, com tiros curtos e intensos, intervalos curtos de recuperação entre cada tiro, variando a distância total entre 300mts e 1000mts, de acordo com o período e a necessidade de cada equipe. Vale lembrar que esse tipo de treinamento é muito intenso e é necessário que os atletas tenham um bom nível de força e desenvolvimento muscular, pois o risco de ocorrência de lesões é alto.
No próximo post vamos relacionar o treinamento de força com as capacidades velocidade e a agilidade.
Um abraço e até a próxima!
Prof. Leandro

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Programando o Treinamento de Força (Parte II)

Bom dia a todos!

Bem, voltando ao assunto, vamos falar hoje sobre algumas variáveis que utilizamos para prescrever o treinamento de força de nossos atletas. Gostaria de salientar que estes textos que escrevo não têm cunho científico. Claro que utilizo algumas referências científicas para prescrever os treinamentos, mas o que escrevo aqui é apenas uma narrativa do meu dia-a-dia de trabalho, uma troca de experiências com quem acompanha este blog.
Uma das grandes dúvidas que tive no começo, e ainda as tenho, é sobre a escolha dos exercícios a serem aplicados. A primeira planilha que fiz, correspondente ao período preparatório básico, continha exercícios de fortalecimento de segmentos corporais e grupos musculares isolados. A minha idéia inicial era dar um mínimo de experiência aos atletas que não haviam feito nenhum tipo de treinamento de força anteriormente, e, aos que já tinham essa experiência, fazer um trabalho de fortalecimento geral de início de temporada. Até aí tudo bem, programei os treinos para cada modalidade, fiz uma periodização de oito semanas de treinamento que incluíam resistência muscular, hipertrofia e força pura. Os trabalhos de potência muscular seriam a próxima fase de treinamento, já que cada modalidade tem a sua especificidade motora e as planilhas seriam diferenciadas a partir deste ponto. Mas, como dizemos, no treinamento esportivo não existe "receita de bolo". Alguns fatores foram nos influenciando a modificar os treinamentos no decorrer desse período. O primeiro deles foi a questão da duração do treino específico da preparação física. Os atletas perdiam muito tempo fazendo séries e repetições de vários exercícios diferentes. Um segundo fator foi a falta de material. Não dispomos de muito material de treino como anilhas e barras, e isso fazia com que muitos atletas tivessem que revezar os materiais em um mesmo exercício como, por exemplo, no agachamento, onde às vezes eu tinha até cinco atletas fazendo rodízio. Isso começou a atrapalhar o treinamento dos técnicos, pois o tempo para eles ficou reduzido.
Com o passar dos dias fui começando a pensar em uma maneira de otimizar o treinamento de força sem prejudicar o meu planejamento com os atletas e também o planejamento do trabalho específico dos técnicos. Como todo bom curioso comecei a pesquisar e a ler muitos artigos sobre treinamento de força, conversei com outros profissionais, vi muitos vídeos na internet (Deus salve o YouTube!!) e comecei a mudar meus conceitos e a testar novas metodologias. Pensando no aspecto da otimização sem perda da qualidade do trabalho, comecei a trabalhar com meus atletas a questão da "funcionalidade" no esporte, e não a segmentação dos movimentos, ou o trabalho muscular isolado. Pensei na seguinte hipótese: "se eu não disponho de uma academia com uma quantidade razoável de equipamentos, vou conseguir melhorar os níveis de força e potência dos meus atletas através do treinamento de movimentos específicos, utilizando exercícios multiarticulares". Penso que atletas de modalidades de quadra necessitam ter bons níveis de força, potência e agilidade. Alguns casos isolados necessitam de um trabalho para aumento de massa muscular, como no caso do handebol por exemplo, onde os atletas estão cada vez maiores e mais fortes. Mas dificilmente encontraremos atletas de modalidades esportivas com características de fisiculturista, onde o volume muscular se sobressai, mas os níveis de força específica são muito baixos. Sendo assim comecei a fazer uso dos exercícios de Arranque e Arremesso com meus atletas dentro do período preparatório básico, já que os utilizaria dentro do período preparatório específico, nos treinamentos de potência, pois são exercícios que têm como característica principal a velocidade de execução. Mas algumas pessoas podem questionar a "funcionalidade" desses exercícios para atletas de voleibol, basquetebol e handebol, por exemplo, pois não têm nenhuma especificidade com os gestos motores de cada uma dessas modalidades, a não ser para o próprio Levantamento de Peso Olímpico, que é uma modalidade esportiva. Pensei em utilizar esses exercícios na fase básica pois, por serem multiarticulares (mais de duas articulações envolvidas na movimento), são capazes de desenvolver no atleta, mesmo nos iniciantes, a coordenação neuromotora, a força em vários grupamentos musculares ao mesmo tempo e não isoladamente, pois alguns músculos trabalham como sinergistas auxiliando na estabilização das articulações envolvidas no movimento, além da potência muscular e também um certo nível de hipertrofia devido à utilização de um aumento progressivo de cargas. Também utilizo elásticos e bolas de medicinebol para fazer alguns trabalhos específicos com grupos musculares menores, principalmente nas modalidades que exijam arremesso de implementos, mas, basicamente, meu programa de treinamento de força atual é composto dos exercícios de agachamento e suas variações (afundo, com repulsão, etc.), arranque e arremesso. Ainda utilizo o supino pois acho um bom exercício para fortalecimento de cintura escapular, juntamente com o arremesso.
Pelo que pude perceber nas pesquisas que fiz, muitas modalidades esportivas utilizam o arranque e o arremesso em seus programas de preparação física. Isso é muito comum no atletismo, na natação, nas modalidades de luta e nas modalidades de quadra com as quais eu trabalho. No futebol não sei se alguém faz esse tipo de trabalho, mas os profissionais que conheço não os utilizam em seus programas de treinamento. Talvez seja o momento de aprofundarmos nossos estudos e quebrarmos certos paradigmas em relação a isso.
Gostaria de salientar que, em breve, estarei divulgando aqui minhas vídeo-aulas sobre Preparação Física nos Esportes. As vídeo-aulas serão postadas no meu canal do YouTube, juntamente com vídeos de exercícios que faço com os atletas no meu trabalho diário.
No próximo post continuaremos falando sobre treinamento de força e como fazer sua periodização em conjunto com outras capacidades que também devem ser trabalhadas, como a resistência e a capacidade aeróbicas, a velocidade e a agilidade.
Um abraço, e até o proximo post!
Prof. Leandro Carvalho

quarta-feira, 31 de março de 2010

CONGRESSO


Passando por aqui para divulgar o CONGRESSO DE MUSCULAÇÃO E TREINAMENTO FUNCIONAL, nos dias 26 e 27 de Junho de 2010.

terça-feira, 30 de março de 2010

Programando o treinamento de força (Parte I)

Bom dia
Um dos maiores desafios de um preparador físico é a elaboração do treinamento de força para seus atletas. O que devemos levar em consideração quando fazemos esse planejamento? O que vou escrever aqui está embasado pela minha experiência prática e pela realidade que tenho em meu dia-a-dia de trabalho. Certamente isso pode variar de profissional para profissional, mas espero que estas palavras possam, pelo menos, auxiliar no raciocínio técnico, colaborando na elaboração de muitos programas de treinamento de força aplicados ao esporte. Devemos considerar algumas variáveis importantes para essa programação e, para facilitar a compreensão, as dividirei em tópicos.
Estrutura Física: Esse é um dos principais pontos que devemos considerar no momento em que fazemos um planejamento da preparação física de qualquer equipe ou atleta de modalidade individual. De quais materiais dispomos para trabalhar? Qual é o espaço que temos para aplicar os treinamentos?
Vou citar o exemplo do meu trabalho com as equipes de voleibol, já que, tanto para o basquete quanto para o handebol a estrutura é muito parecida, e a metodologia de trabalho é praticamente a mesma, apenas considerando as diferenças de sexo e faixa etária, além das especificidades de cada modalidade: Os materiais que dispomos para trabalhar com essas equipes são barras livres, anilhas emborrachadas, bolas de medicinebol, cones, cordas, dois bancos de plinto com seis gavetas cada e faixas elásticas. Como não dispomos de nenhuma academia equipada com aparelhos de musculação, nos cabe agora elaborar uma metodologia adequada de treinamento utilizando os materiais que temos em mãos, sendo necessária a escolha de exercícios com barras livres. Para membros inferiores utilizamos o agachamento com barra livre e algumas variações, tais como afundo com barra livre e agachamento com repulsão (para treino de potência), além do Levantamento Terra, que também é feito com barra livre. O exercício supino montamos com uma barra livre e com duas gavetas de plinto, para as atletas se posicionarem em decúbito dorsal. Para membros superiores a maioria dos exercícios já são feitos utilizando barra livre, tais como rosca direta para bíceps, tríceps com barra ou anilha, elevação lateral para ombros, desenvolvimento frente e costas para cintura escapular e trapézio, além de remada lateral e inclinada para a parte posterior do tronco. Com base nessa estrutura elaboramos algumas planilhas de exercícios e as periodizamos dentro de um macrociclo de seis meses, visando os Jogos Regionais em Julho. Também utilizamos muito os circuitos de deslocamento, com exercícios de agilidade, pliométricos de baixo impacto e exercícios coordenativos. É um trabalho muito importante pois podemos transferir para a quadra a força que as atletas desenvolveram nesse período.
Espaço e Horários de Treino: Geralmente a preparação física é realizada em períodos e locais diferentes dos trabalhos técnicos e táticos específicos das modalidades. No nosso caso isso acaba sendo um fator complicador pois cada modalidade treina três vezes por semana, sendo que cada categoria treina em horários diferentes no mesmo dia. Por exemplo, citando o voleibol mais uma vez: o horário das alunas da "escolinha de voleibol" é das 14hs às 15Hs. Nesse momento, enquanto o técnico está na quadra, eu faço meu trabalho em um dos fundos da quadra com a equipe infantil, que entra logo em seguida, das 15 às 17hs para os trabalhos técnicos. Das 16 às 17hs algumas atletas da categoria infanto fazem a preparação física comigo pois entram em quadra das 17hs até as 19h30. Isso de certa forma dificulta o trabalho do técnico pois sabemos que, por não terem um tempo adequado de descanso após o treinamento físico, o trabalho técnico fica um pouco comprometido devido à fadiga acumulada entre os dois treinos, resultando em queda de rendimento técnico. Como isto é algo que já havíamos previsto durante a elaboração do planejamento, procuramos dosar as cargas de treinamento em quadra durante um certo período em detrimento da preparação física, e vice-versa, em períodos próximos de jogos.
Portanto, de acordo com a nossa estrutura física, tanto em termos de materiais disponíveis quanto de espaço físico, a única forma de conseguirmos fazer o trabalho proposto foi essa, onde as atletas fazem o treinamento físico antes do treino técnico, ocupando o mesmo espaço físico, apenas com a divisão dos horários de forma diferenciada para cada categoria. Lembrando mais uma vez que a estrutura de treino é a mesma tanto para o basquete quanto para o handebol.
No próximo post, discutiremos um pouco mais à respeito da composição do treinamento de força em si. Algumas das principais perguntas que deixo no ar são as seguintes: O que é melhor para um atleta de qualquer modalidade esportiva, treinar os grupos musculares separadamente ou treinar um movimento específico? Devemos utilizar exercícios tradicionais, como os citados no texto acima, ou utilizar exercícios mais complexos como o Arranque e o Arremesso, oriundos do levantamento olímpico e muito utilizados atualmente na preparação física em várias modalidades? Quais as particularidades de cada um deles e como devemos ensiná-los em cada categoria? Seriam eles mais eficientes que os outros? Em que fase devemos utilizá-los?
Pois é, como eu sempre digo, vamos estudar!!
Um abraço e até o próximo post.
Prof. Leandro Carvalho

quinta-feira, 25 de março de 2010

Início de trabalho

Na área de preparação física todo início de temporada é complicado quando temos que começar do zero. Mas, por outro lado, é bom, já que você terá a oportunidade de desenvolver uma nova metodologia de trabalho.
Aqui em Diadema, inicialmente fizemos algumas avaliações com os atletas das equipes de handebol masculino e feminino e de volei feminino, tais como avaliação de composição corporal e testes de potência. Em seguida criei uma periodização de treinamento para todas as modalidades, em algumas colocando dois picos de rendimento, em outras um só. Na verdade tomei como base os jogos regionais desse ano, que serão disputados no Guarujá. As equipes infantil e infanto de voleibol feminino iniciam suas competições participando dos jogos do Sindiclube, no dia 26 de abril, portanto se fez necessário prepará-las para esses jogos, já que se obtivermos resultados ruins no começo poderemos nos complicar nas finais, no segundo semestre.
Um dos maiores focos do meu trabalho nesse início de temporada é o treinamento de força. A maioria dos atletas, com exceção do handebol, não têm experiência com treinamento de força. Isso me fez tomar certos cuidados, principalmente com o correto ensino das técnicas de movimento em exercícios como agachamento e supino, por exemplo. Na próxima semana começo a ensinar a mecânica dos exercícios de arranque e arremesso. Por este motivo, mesmo que trabalhando com cargas baixas a moderadas por um espaço maior de tempo, acredito que ocorra uma evolução satisfatória, já que o simples processo de aprendizagem desses exercícios pode trazer a esses atletas um ganho neural muito grande, mesmo que não ocorram muitas modificações metabólicas nesse momento. Para a maioria é um trabalho novo, alguns estranham, muitos (principalmente os atletas do sexo masculino) pensam que o espaço de treino é uma academia, e querem ficar "fortinhos" e "sarados". Até explicar que a preparação física não é "treininho" de maromba de academia...Haja paciência!!
No Basquete masculino e feminino estamos entrando em uma fase de volume de treino, já que a programação deles é voltada somente para os regionais desse ano, mesmo tendo alguns jogos da Liga Paulista prestes a começar. O handebol masculino e feminino, pelo fato de já terem experiência em treinamento de força, comecei nessa semana a trabalhar força pura e potência, utilizando treinos combinados objetivando otimizar o tempo de treinamento e acelerar a preparação deles para os regionais. Um cuidado maior está sendo tomado com o voleibol feminino pela pouca, ou quase nenhuma, experiência com treino de força. Elas já vêm treinando há cinco semanas seguidas, construiram uma base razoável, e agora vamos partir para o treinamento de potência pelas próximas quatro semanas, até o primeiro jogo do sindiclube. Paralelamente faço um trabalho de circuito com elas todas as quartas-feiras trabalhando deslocamentos, agilidade e saltos variados.
No próximo post quero dissertar sobre algumas peculiaridades do nosso trabalho, algumas adaptações que tivemos que fazer em relação a tempo de treinamento e o que isso pode influenciar positivamente ou negativamente na preparação desses atletas.
Deixo algumas perguntas a serem respondidas nos próximos posts: Qual deve ser (se é que existe) o programa ideal de treinamento de força para esses atletas? Devemos treinar grupos musculares ou movimentos específicos? Devemos usar exercícios de cadeia cinética aberta ou fechada? Devemos usar exercícios mono, bi ou multiarticulares? Como otimizar o tempo de treinamento, haja visto que estes atletas treinam três vezes por semana, físico e técnico em conjunto? Lembrando que a grande maioria deles são de categorias menores (Infantil, Infanto, Cadete).
É isso aí, vamos estudar!!!
Saudações!!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Início de um grande trabalho

Bom dia a todos.

É com imenso prazer que inauguro meu mais novo blog (e espero que seja o definitivo), onde discutiremos vários assuntos ligados à área de ciências do esporte, mais especificamente, sobre a preparação física das modalidades em que atuo, como o voleibol, o basquetebol e o handebol, além de dividir com os leitores a minha experiência diária no meu trabalho com esses atletas.
Semanalmente farei um post sobre algum tema específico e também sobre casos que aconteçam na minha semana de trabalho, e também espero contar com a contribuição de vocês na sugestão de temas para discussão.
Aguardem o próximo post, e muito obrigado pelos acessos à este humilde blog.

Saudações

Prof. Leandro Carvalho